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Fisioterapia dor lombar

Fisioterapia para dores na lombar

A dor na coluna lombar representa um problema de saúde pública. Isto porque a maioria dos indivíduos ativos apresenta queixas relacionadas a esse problema, impactando a todos de maneira econômica e psicossocial.

Os problemas relacionados à coluna podem ser paralisantes. A lombalgia (dor na lombar) é uma condição que atinge até 65% da população brasileira e até 11,9% da população mundial.

Não seria uma metáfora longe da realidade afirmar que o brasileiro está carregando nas costas os seus problemas, especialmente relacionados à repetição de movimentos com estresse mecânico. E se isso reflete nos índices de dores na coluna lombar publicados no meio acadêmico.

O tratamento é comumente realizado através de intervenções medicamentosas com o objetivo de diminuir ou cessar o quadro álgico (dor). Também é possível utilizar cintas para conter a inflamação, no entanto, 9 entre 10 médicos recomendam fisioterapia para conclusão eficaz do tratamento.

As abordagens terapêuticas da fisioterapia vão além da dor na lombar, passando pelo tratamento, fortalecimento e prevenção de novas lesões. Isso acontece porque a fisioterapia traz maior consciência dos movimentos, através de séries de repetições de exercícios específicos que favorecem a redução ou a remissão das dores lombares.

Fisioterapia dor lombar

Hérnia de disco, a vilã da lombar

A hérnia de disco lombar é a patologia que provoca mais dor nas região lombar, podendo irradiar para coxa, pernas e até para o pé.

O tratamento fisioterapêutico precisa levar em consideração que a dor pode ser incapacitante, de modo que estimule a recuperação neurológica de forma gradativa.

Engana-se quem pensa que as hérnias de disco não acometem os jovens. A literatura pediátrica tem demonstrado que até 50% das crianças apresentam queixas de lombalgia até os seus 15 anos de idade. Este é um dado preocupante, pois a anormalidade geralmente é identificada através dos sintomas desta e de outras lesões.

Tratamento fisioterapêutico para dores na lombar

Para solucionar a principal queixa dos brasileiros, o profissional da fisioterapia precisa investigar as origens da lesão. É possível conhecer a etiologia da lombalgia através de uma avaliação detalhada do indivíduo, das suas atividades laborais e das condições ergonômicas do seu ambiente de trabalho.

Em seguida, o fisioterapeuta terá um quadro de possibilidades de exercícios e outras intervenções para atender aos seus pacientes afetados pela lombalgia. Listamos abaixo algumas dessas possibilidades que podem contribuir muito no tratamento fisioterapêutico para dores na lombar.

Crioterapia

Dizem que o gelo é um santo remédio. A crioterapia é uma técnica que comprova esta afirmação. Os sintomas de lesões na coluna lombar podem incluir inchaço, vermelhidão e dor, causados pelo aumento do fluxo sanguíneo na região inflamada. 

A crioterapia é a aplicação de recursos com temperaturas abaixo de 18ºC, que provocam a diminuição do metabolismo celular. Consequentemente, a inflamação diminui, assim como a dor e o inchaço no local.

Termoterapia

Assim como o frio, o calor também pode ser um aliado no tratamento da lombalgia. A termoterapia consiste na aplicação de calor terapêutico capaz de aumentar a temperatura da pele em até 45º.

Os meios para fazer com que o calor chegue aos tecidos subjacentes podem ser por manta térmica, radiofrequência e, em casos de aplicação profunda, ultrassom terapêutico. 

É importante lembrar que o fisioterapeuta não irá aplicar recursos frios ou quentes deliberadamente. Certamente, o profissional precisará realizar um exame minucioso do local. Caso esteja sensível, apresentando vermelhidão e temperatura elevada, deve-se aplicar outro método de controle da dor.

Laser

O laser utiliza luz especial monocromática de baixa intensidade, colimada e coerente para exercer uma ação antiinflamatória, analgésica, cicatrizante e anti-edematosa.

O laser de baixa potência (LBP) é um procedimento que acelera o tratamento porque trata a lesão de maneira intracelular, atingindo a célula-satélite que é responsável por fazer a ligação da fibra muscular.

O maior desafio encontrado pelos profissionais que trabalham com este recurso é determinar os parâmetros que serão utilizados no tratamento, uma vez que a modulação destes parâmetros depende de uma série de fatores como comprimento da onda, tempo de irradiação, potência do equipamento, área do feixe e a dose aplicada.

Apesar de entender que as dores na lombar são acometimentos multifatoriais e que geralmente provocam muito sofrimento, perda de funcionalidade e comprometimento de estruturas por meio da sobrecarga e da compensação biomecânica, é importante lembrar que é um sintoma com muitas metodologias de tratamento dentro da fisioterapia.

Em geral, as dores têm duração inferior a sete dias e despontam como principal sintoma de um quadro mais complexo envolvendo a coluna lombar. Reconhecer os sintomas como sinais de alerta do corpo é importante para que a causa específica seja detectada com brevidade e que o tratamento seja efetivo.

Cerca de 80% dos pacientes são capazes de retornar às suas atividades diárias dentro de 4 a 6 semanas e 90% dentro de 12 semanas. Ainda assim, é importante tratar a lombalgia como um problema de saúde pública, buscando a aplicação de políticas de promoção da saúde da coluna.

Veja também o nosso post de Pilates para dores na lombar

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